sábado, 26 de novembro de 2011

Idade

Odeio contar o tempo, mas "bah" ele deve ser contado. Diante de alguns dias depois de decorrido meu aniversário e, só agora, a nostalgia me ataca. Sinto como se o daqui pra frente fosse uma névoa de dúvidas e incertezas para quem, outrora, tinha a vida posta em planos. Penso que me furtaram cada ideia, cada sensação, cada meta, cada traço bem desenhado daquilo que eu chamei de futuro promissor. Ou, quem sabe, eu simplesmente deixei de acreditar em mim.
Sentei à beira da estrada e pensei. Pensei até demais. Pensei até não mais conseguir pensar. Então, adormeci. As imagens que povoaram meu estado inconsciente eram meros esboços de desejos que eu havia ocultado ou simplesmente esquecido para poder continuar a seguir o caminho que eu havia trilhado de forma segura para conseguir chegar ao menos a um breve futuro. Então, vendo-me diante daquelas imagens, daquelas sensações, eu penso se não errei em tê-las deixado partir sem nem ao menos conceder-lhes uma última chance. Pois bem, abro os olhos e desperto para a realidade que escolhi, aquela que me envolve toda manhã e me reafirma as escolhas que fiz.
Sigo meu caminho, mais uma vez, como se nunca tivesse sonhado com aspirações de outrora, com opções que deixei irem embora. Levanto-me e sigo o caminho de agora.

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