domingo, 17 de abril de 2011

Toda noite, toda noite, toda noite...

Acontece, toda noite, incansavelmente, o meu desejo procurar por você

A minha saudade chorar tua ausência, a minha loucura sandecer.

O verbo que não cala nem consente o teu padecer.

Sinto-me um velho malogrado, frustrado e perdido na vida

Um viciado em todos os vícios, sem nenhuma perspectiva

O miserável dos miseráveis que mendiga por mais miséria

O desdenhado, o mal-amado, o aturdido, o malogrado...

O desafortunado que sempre sofreu, pagando pelos pecados

Por isso tanto pecado a mais; não há esperança de indulto.

O incrédulo, na beira da morte, desesperado...

Em: 17.04.11

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