domingo, 3 de abril de 2011

S.dor

Não entendo essa dor. Na verdade, não consigo mais entender nem assimilar mais nada.
Volto a assimilar o álcool e o vício, oscilando entre o cigarro e a bebida. Será que voltei ao meu status quo ou nunca deixei de sê-lo? Simplesmente não sei... Desconheço a origem de todo esse caos que se instalou em meu ser.
Já é madrugada e a única luz que tenho acesa é essa diante de mim e que queima aos poucos, presumindo-se morta daqui a alguns instantes; devo ser breve, ainda não sei escrever com todo esse breu.
Apesar dos pesares, ainda ouço um pouco dos meus sentimentos. Eles não existem em dias normais, dias em que a rotina e a exaustão se apossam de mim e me fazem agir como um robô, um ser programado a reagir de forma fria e automática.
As dores voltaram e os analgésicos se mostram ineficazes novamente... Tomo doses cada vez mais fortes. Penso que posteriormente as consequências virão a ser devastadoras. Espero que venham num tempo tardio.

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