domingo, 13 de março de 2011

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Hoje, indo à casa dos meus avós com meu pai, observei, sentada na calçada com as pernas entre o poste de eletricidade, uma pessoa (para não chamá-la de moça ou senhora, posto que a idade me parecia bem difícil definir naquele momento). Mas, o que me fez expor aqui tal acontecimento foi o fato de que ela, apesar de estar bem distante da idade infantil, me lembrou uma criança.
Estava lá sentada, com as pernas entre o poste e "cutucando" o chão com um pedaço de madeira, tal qual aquelas crianças que ficam mexendo nas coisas quando não têm nada o que fazer.
O que mais me comoveu foi a sensação que ela me transmitiu, uma sensação de fragilidade, daquelas crianças que sofrem abuso.
Senti que, naquele momento, se eu quisesse ajudá-la, juro que não saberia como abordá-la, o que fazer, o que falar... É nessas horas que percebemos que somos tolos, somos mais imprestáveis que os animais, estes pelo menos agem por mero instinto. E quanto a nós? Às vezes, sequer temos idéia de como oferecer ajuda a alguém.
Bom, no fundo, temos aquele sentimento de compadecimento da dor alheia, mas ele, muitas vezes, não se materializa por mera falta de iniciativa. Como já se dizia: "o inferno está cheio de boas intenções".

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